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WWE não pode repetir os mesmos erros do passado com a WrestleMania 42

Apesar das claras dificuldades enfrentadas, a WWE não pode cair no barulho dos fãs.

CM Punk
Reprodução: WWE
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Se, dentre 2022 e 2025, a WWE teve tranquilidade para elaborar os seus planos para a WrestleMania, em 2026 a empresa parece reviver fantasmas do passado, enfrentando enormes dificuldades para decidir os principais combates do evento.

Diferente de todas as outras ocasiões, porém, embora a equipe criativa da WWE, sob Triple H, esteja sob forte pressão, o preço dos ingressos, liderado pela nova era da TKO, é outro problema que impacta diretamente tudo o que é feito na TV.

A lógica é bastante simples. Se existem preços acima do normal, praticamente 100% mais caros em relação a 2024, os eventos precisam ser 100% melhores do que antes. Aí temos um grande problema.

Pegando o próprio ano de 2024 como exemplo, a WrestleMania XL, na qual Cody Rhodes se tornou Undisputed WWE Champion pela primeira vez, e com a participação quase frequente de The Rock na principal história, foi uma das maiores da história, atingindo grandes recordes para a época.

Desta vez, porém, temos uma empresa em clara transição, com nomes como John Cena e AJ Styles tendo se aposentado recentemente, e grande parte dos principais combates tendo que ser liderados por nomes conhecidos, mas que nunca se consolidaram. Vendo este iminente risco, o combate pelo World Heavyweight Championship é uma clara distorção neste contexto que citei, pois ali temos dois nomes de grande impacto, como CM Punk e Roman Reigns.

Drew McIntyre, na ala do Undisputed WWE Championship, passa longe de ser ruim, pelo contrário. Mas, quando um novo combate contra Cody Rhodes está na pauta, o cansaço e a má vontade em assistir imperam. Colocar Jacob Fatu na equação pouco muda essa situação.

Se a venda de ingressos para a WrestleMania 42 não está das melhores e Triple H, de forma bastante visível, não sabe muito o que fazer, creio que promover novas mudanças pode piorar ainda mais a situação.

Em anos como 2014 e 2016, a empresa, ainda sob Vince McMahon, fez várias alterações de planos para acalmar os fãs, mas, diferente de hoje, nomes que atualmente não estão mais presentes faziam parte deles.

Em um período de transição, em que é necessária consolidação, quando menos se mexe em algo que já está errado, talvez ele se torne “meio certo” se for trabalhado de forma correta e sem pressa.